As Cartas de convocação para a guerra, queimadas em público, se desvaneceram em um ato histórico: pela primeira vez a humanidade assistia a nata da juventude, na sede do império, recusar-se a ir à guerra; em atitude contraditória ao que comandava as forças armadas: o poder que sustenta a ordem imperial. Nascera um novo ideal revolucionário, na sua base a ideia de que a guerra entre humanos é simplesmente irracionalidade; não tendo origem inteligente; e não honrando uma humanidade presa em um trauma ancestral de violência e tragédias. A oposição à guerra do Vietnã evoluiu a uma nova perspectiva existencial: o que leva à recusa ao modelo de vida dos pais e à cultura vigente. A agitação pacifista iniciou o movimento hippie, com a pregação da paz, a vida comunitária, e a independência sexual. Allen Ginsberg, o poeta, criou o slogan “Flower Power” (Poder da Flor), símbolo da união em torno da não-violência. Enquanto em todo o mundo, ainda se acreditava na revolução pelas armas, eles propunham a paz e o amor.
ContraCultura
- Antônio João (AUTOR)
- Capa comum
- NÚMERO DE PÁGINAS: 148
- ISBN: 978-65-83288-20-2
